A Reinvenção do Fashion Square Mall e o Fim do ‘Sprawl’ Urbano.

A Reinvenção do Fashion Square Mall e o Fim do ‘Sprawl’ Urbano.

Eu passo pela East Colonial Drive há anos — e, para quem conhece Orlando de verdade (fora do roteiro dos parques), o Fashion Square Mall sempre foi um símbolo bem claro: um ativo enorme, numa localização estratégica, funcionando abaixo do potencial. Quando um shopping entra nesse estágio de “cansaço”, muita gente enxerga decadência. Eu enxergo outra coisa: escassez de terreno bem localizado ficando impossível de ignorar.

Leitura rápida (com o que já está público)

Não é sobre “revitalizar lojas”. É sobre mudar a função urbana do quarteirão.

A peça central do debate virou densificação residencial e conectividade. Mas eu faço questão de frisar: a execução depende de destravar a estrutura de propriedade — não é “só construir”.

  • Visão atualizada (agosto/2025): até 1.720 apartamentos
    Reportado em imprensa local/mercado
  • Framework Plan (2021): 1.400 unidades residenciais
    Plano no pipeline municipal (MPL2021-10059)
  • Framework Plan (2021): novo varejo
    sq ft informado no PDF
  • Escala do terreno
    Ativo de cerca de 46 acres (plano 2021)
  • Cady Way Trail (infraestrutura de estilo de vida)
    6,5 milhas + conexão com Fashion Square

Nota de rigor: eu separo “o que está no pipeline/documento municipal” do que é “visão divulgada na imprensa local em 2025”. Isso evita expectativa errada e ajuda a ler risco de cronograma.

O que está sendo desenhado: 1.700+ apartamentos onde antes era varejo

A premissa central do projeto hoje é simples e poderosa: trocar um shopping envelhecido por um distrito mais residencial e mais integrado ao entorno. A síntese divulgada em agosto de 2025 fala em até 1.720 apartamentos, com menos varejo e até a possibilidade de uma âncora diferente (por exemplo, um mega centro fitness). (GrowthSpotter / Maury Carter)

E aqui vai o detalhe que eu não deixo passar: a execução ainda depende de destravar a estrutura de propriedade — não é “só construir”. Esse tipo de “infill grande” quase sempre trava mais no jurídico do que na criatividade.

O que é “oficial” (pipeline) vs. o que é “visão atualizada” (2025)

Para dar rigor ao assunto, eu gosto de trabalhar com dois marcos: o Framework Plan (2021) que aparece na documentação municipal do projeto, e a visão atualizada (2025) divulgada na imprensa local/mercado.

ElementoFramework (2021)Visão atualizada (2025)Como eu leio isso
Residencial 1.400 unidades até 1.720 aptosMais moradia tende a trazer mais vida urbana e mais demanda local por serviços.
Varejo 177.000 sq ft (novo)“Menos varejo” (sem metragem pública consistente)Eu evito cravar número sem planta/ata oficial atualizada.
Hotel 120 keysNão confirmado na síntese pública de 2025Trato como “já esteve no plano”, mas não como premissa.
Terreno cerca de 46 acresMesmo ativo (escala do quarteirão)É grande o suficiente para puxar o entorno junto quando sai do papel.

Fontes principais (citadas acima): Framework Plan (PDF – MPL2021-10059) · GrowthSpotter / Maury Carter (visão 2025) · Lista de Planos e Projetos (referência ao MPL2021-10059)

A Cady Way Trail e a lógica de conectividade no entorno

Um dos pontos que mais fortalecem a tese urbana desse redesenvolvimento é a presença da Cady Way Trail. Trilha assim não é “detalhe”: é infraestrutura de estilo de vida — e infraestrutura de estilo de vida sustenta demanda por moradia mais walk/bike-friendly quando existe escala e bons acessos ao redor. (Brochura – City of Winter Park)

Infraestrutura de estilo de vida

No material institucional, a trilha aparece com 6,5 milhas e média de mais de meio milhão de usuários por ano. (City of Winter Park)

Conexão com o corredor e o entorno

A rede de trilhas entra como argumento prático de conectividade: ela ajuda a “costurar” bairros e áreas recreativas, e aparece também no diretório da cidade. (City of Orlando – Cady Way Trail)

Na prática, quando você combina trilha + corredor com plano urbano + um projeto de grande escala, você cria uma lógica mais clara para adensamento com qualidade (e não só “mais unidades no mapa”).

Porque isso é infill development (de verdade) — e porque tem cheiro de “fim do sprawl”

Aqui entra a parte que eu mais gosto: a leitura urbana por trás do imóvel. Infill é, essencialmente, redesenvolver áreas subutilizadas dentro da malha já construída, aproveitando infraestrutura existente e reduzindo pressão por expansão. A EPA trata infill como ferramenta de smart growth para transformar áreas abandonadas/subutilizadas e ajudar a preservar terras naturais. (US EPA)

“Sprawl”, por outro lado, é a expansão para fora com baixa densidade e dependência do carro. Um resumo didático do Florida Museum descreve esses traços (baixa densidade, uso único e mais dependência de automóveis). (Florida Museum)

A amarração (do jeito que eu enxergo)

Trocar um “dead mall” por milhares de moradias e uma proposta mais integrada ao entorno é a cidade crescendo para dentro, não para fora. Eu não acho que isso “acabe” com o sprawl sozinho — mas eu afirmo sem medo: é um antídoto urbano bem concreto.

Isso conversa com o Vision 2050

O Orange County fala em direcionar desenvolvimento para comunidades existentes já servidas por infraestrutura, preservando open space e habitats. (Orange County – Vision 2050)

A engrenagem oficial: o corredor East Colonial e a lógica de conectividade

Esse redesenvolvimento não está “solto no espaço”. Ele entra numa narrativa de corredor. O East Colonial Drive Vision Plan fala em criar um “town feeling” e cita objetivos de mobilidade como bike paths (extensão do Cady Way) e um loop ao redor do Town Center.

Porque demorou (e por que pode continuar demorando): o gargalo é jurídico, não criativo

Projetos assim raramente travam por falta de ideia. Eles travam por camadas de propriedade, contratos e interesses. No caso do Fashion Square, a síntese de 2025 aponta complexidades de ownership — e, até esse acordo fechar, a execução fica em espera. (GrowthSpotter / Maury Carter)

O que isso muda no mapa imobiliário ao redor (sem prometer milagre)

Quando eu olho para um projeto desse porte, eu penso em três ondas:

  • Efeito expectativa: o entorno começa a ser reavaliado (mobilidade, perfil de comércio, zoning, tráfego, percepção de segurança).
  • Efeito canteiro: obra e fases costumam gerar incômodo (barulho, caminhões, trânsito). Para alguns perfis, isso pode criar janela — se a pessoa souber o que está fazendo.
  • Efeito entrega: se o mix for bem executado, tende a ganhar serviços de conveniência, vida urbana fora do horário comercial e demanda por moradia perto de tudo.

Um ponto que eu sempre coloco na mesa: mais apartamentos também significam mais oferta multifamily. Isso pode ser ótimo para quem quer morar bem localizado, e pede leitura cuidadosa para investidor de renda (principalmente no timing).

Se você quer se posicionar perto desse corredor, eu recomendo este checklist

Geografia e regra

Qual é a geografia exata (cidade, bairro, zoneamento e regras locais)? Sem isso, todo o resto vira narrativa.

Tese do imóvel

Morar, renda de longo prazo, ou valorização por mudança urbana? Tese confusa vira compra confusa.

Risco de cronograma

Infill grande pode andar em fases e sofrer atrasos. Eu sempre trabalho com cenário A e plano B.

Mobilidade: hoje e amanhã

Planos existem, mas execução tem timing. Eu cruzo a leitura do corredor com o Vision Plan da East Colonial e a lógica da trilha.

📌 Glossário (rápido e sem enrolação)
  • Infill: redesenvolver dentro da malha já construída, aproveitando infraestrutura existente.
  • Sprawl: expansão para fora, geralmente com baixa densidade e alta dependência de carro.
  • Mixed-use: mistura de usos (moradia, serviços, comércio) no mesmo distrito.
  • Âncora: operação grande que puxa fluxo (ex.: grande academia/fitness, loja âncora etc.).

Conclusão: não é sobre um shopping — é sobre o novo jeito de Orlando crescer

Para mim, a reinvenção do Fashion Square é emblemática porque junta três coisas raras no mesmo lugar: um terreno gigantesco em área já urbanizada, um corredor com planejamento urbano apontando para conectividade e intensificação, e uma infraestrutura de estilo de vida (Cady Way Trail) que dá lógica para um bairro mais denso.

Isso é o oposto do “crescer para fora”. É a cidade dizendo: vamos fazer melhor com o que já existe.

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Se você quer olhar mapa, estratégia e números (do jeito certo, sem fantasia), me chama. Eu adoro esse tipo de análise porque não é “hype”: é cidade acontecendo.

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Perguntas Frequentes

O que muda quando o foco vira moradia em vez de varejo?

Moradia coloca gente no lugar todos os dias. Isso tende a sustentar serviços e vida urbana com mais consistência do que um varejo dependente de pico e estacionamento.

Qual é a diferença entre “Framework Plan (2021)” e “visão atualizada (2025)”?

O framework é o que aparece na documentação municipal do projeto. A visão 2025 é uma síntese divulgada na imprensa local/mercado. Eu uso os dois, mas não misturo como se fossem a mesma coisa.

Por que a Cady Way Trail pesa tanto nessa tese?

Porque trilha é infraestrutura de estilo de vida. Conectividade a pé e de bike dá lógica para um bairro mais denso e mais desejável, sem depender exclusivamente de carro.

O maior risco é “o projeto não sair”?

Em infill grande, o risco mais comum é cronograma e faseamento. Eu sempre trabalho com plano B: se demorar mais, o imóvel ainda faz sentido pela tese atual?

Isso significa “fim do sprawl” em Orlando?

Eu não leio como “fim” automático. Eu leio como um exemplo muito claro de cidade crescendo para dentro, usando infraestrutura existente e mudando a lógica do corredor.

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